O Adestrador Juca passou anos formando cães para a polícia. Agora resolve os seus.

O Adestrador Juca passou anos formando cães para a polícia. Agora resolve os seus.

O Adestrador Juca e os cães que chegam quando ninguém mais sabe o que fazer

Com quase 30 anos formando cães para a polícia e atendendo famílias em Campo Grande, Aldemir Jerônimo — o Adestrador Juca — virou referência para os casos que os outros desistiram.

MalhaCão · Comportamento & Bem-estar

O policial entrou na sala com o cão na guia e não disse muita coisa. Só que o animal precisava aprender a farejar drogas, trabalhar sob pressão, obedecer em situações onde qualquer vacilo custa caro. Era 1998. O Adestrador Juca tinha acabado de começar como instrutor K9 em São Paulo — e já entendia que cão mal treinado, em operação policial, pode custar uma vida.

Foram anos assim. Cães de patrulha, de detecção, de proteção. Condutores que precisavam aprender a trabalhar junto com o animal, não apenas dar ordens para ele. Quando voltou ao Mato Grosso do Sul, o Juca ajudou a criar o Canil da Polícia Militar do estado — do zero. Fez estágio com cães de guerra na Polícia do Exército. Em 2013, formou dez guardas municipais em cinotecnia, 120 horas de teoria e prática.

Esse é o currículo. Mas não é por isso que as pessoas ligam para o Adestrador Juca.

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Quem procura adestrador em Campo Grande acaba chegando até ele

O perfil de quem busca adestramento de cães em Campo Grande MS e chega até o Juca é bem diferente de um policial com um Malinois na guia. É a família que mora em apartamento e não aguenta mais os vizinhos reclamando. É o casal pensando seriamente em se desfazer do cão depois que ele rosnou para a criança pela segunda vez. É o tutor que já gastou dinheiro com veterinário, com outro adestrador, com coleira, com remédio — e nada funcionou.

Mas não só famílias. Empresas e residências que precisam de cães de guarda e proteção treinados de verdade também procuram o Juca. Não o cão que late para qualquer barulho — o que sabe exatamente quando e como agir. Esse nível de precisão exige uma experiência que poucos profissionais de comportamento canino em Campo Grande têm. A formação K9 do Juca faz diferença aqui.

Em todos os casos, ele atende no ambiente real. A casa, o condomínio, o negócio. Não num espaço neutro onde o cão se comporta diferente do habitual. É lá que ele vê o que está acontecendo de fato.

E o que o Juca quase sempre encontra não é um cão problema. É um cão respondendo a alguma coisa — ao ambiente, à rotina, ao jeito que as pessoas ao redor dele se comportam. O late que não para, a destruição, a agressividade: são sintomas. Raramente são a doença.

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O que quase 30 anos de adestramento ensinaram

Quem trabalhou com cães policiais sabe que um animal desequilibrado fisicamente é um animal inutilizável. Energia represada vira ansiedade. Ansiedade vira comportamento imprevisível. E comportamento imprevisível numa operação é o pior cenário possível. Por isso o condicionamento físico sempre foi parte do treinamento — não um detalhe, uma base.

O Adestrador Juca carrega isso para os atendimentos que faz em Campo Grande. Antes de qualquer técnica, ele olha para o básico: esse cão se movimenta o suficiente? Tem saída para a energia que acumula todo dia?

A resposta, na maioria dos casos que chegam até ele, é não.

Não é crítica aos tutores. A vida não ajuda — trabalho, trânsito, apartamento pequeno, chuva. Mas o cão não entende nada disso. O que ele entende é que tem energia e não tem para onde ir. Aí o comportamento aparece: destruição, latido, agressividade, ansiedade. Cão sem movimento acumula tensão. Tensão vira problema. Problema vira desespero.

Quebrar esse ciclo começa antes do adestramento. Começa garantindo que o cão gaste energia todo dia — de forma consistente, independente da rotina ou do tempo lá fora. É exatamente o que as esteiras da MalhaCão permitem: exercício diário dentro de casa, no ritmo do tutor, sem depender de clima ou espaço. O Adestrador Juca conhece bem o que acontece quando esse passo é pulado. E a diferença quando ele não é.

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O que fica depois de quase três décadas

Hoje, além dos atendimentos de adestramento em Campo Grande MS, o Juca forma outros profissionais. Dá cursos, faz palestras, transmite o que levou décadas para aprender. Virou o nome que aparece quando alguém pede indicação — especialmente nos casos mais difíceis.

Tem cão que chega até ele como última opção antes de ser doado, devolvido ou, em situações mais graves, sacrificado. São esses que ficam na memória. Não porque sejam os mais complicados tecnicamente — mas porque, quase sempre, o problema nunca foi o cão.

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